Bolo de fubá com goiabada
O bolo de fubá é aquele que perfuma a casa inteira antes mesmo de sair do forno. Para fazer, bata no liquidificador três ovos, uma xícara de açúcar, uma xícara de leite, meia xícara de óleo e duas xícaras de fubá mimoso. Bata até a massa ficar lisa e sem grumes. Acrescente uma xícara de farinha de trigo e bata só até misturar, porque bater demais deixa o bolo pesado. Por último, adicione uma colher de sopa de fermento em pó e misture com uma colher, sem o liquidificador.
Unte uma forma média com manteiga e polvilhe fubá no lugar da farinha de trigo, o que deixa uma casquinha crocante por fora. Despeje metade da massa, distribua cubinhos de goiabada por cima e cubra com o restante. A goiabada afunda um pouco e derrete, formando bolsões macios e adocicados. Asse em forno preaquecido a 180 graus por cerca de quarenta minutos, até um palito sair limpo. Espere amornar antes de desenformar, e sirva com café coado na hora, de preferência no fim da tarde, quando a luz já está baixa na janela.
Feijão de panela com bacon e louro
O segredo de um bom feijão está no tempero refogado e na paciência para deixá-lo apurar. Deixe duas xícaras de feijão carioca de molho por pelo menos quatro horas, trocando a água uma vez para ele cozinhar mais uniforme e ficar mais fácil de digerir. Na panela de pressão, doure em fogo médio cem gramas de bacon em cubinhos até soltar a gordura. Junte uma cebola picada e quatro dentes de alho amassados, e mexa até o cheiro subir.
Escorra o feijão, coloque na panela e cubra com água quente, deixando uns dois dedos acima da superfície. Adicione duas folhas de louro e, só depois de pegar pressão, cozinhe por vinte a vinte e cinco minutos. O sal entra ao final, para não endurecer os grãos. Depois de aberta a panela, amasse uma concha de feijão contra a lateral e devolva ao caldo, o que deixa tudo encorpado e cremoso. Finalize com cheiro-verde picado e uma pitada de pimenta-do-reino. Ele fica ainda melhor no dia seguinte, quando os sabores se assentam, e combina com arroz branco soltinho, couve refogada e uma laranja cortada em gomos.
Bolinho de chuva
Nos dias frios, o bolinho de chuva é a receita mais pedida pelos netos. Misture em uma tigela duas xícaras de farinha de trigo, meia xícara de açúcar, uma colher de sopa de fermento em pó e uma pitada de sal. À parte, bata dois ovos com uma xícara de leite e uma colher de essência de baunilha. Junte os líquidos aos secos e mexa com um garfo até formar uma massa espessa, que deve cair da colher em fitas lentas. Se ficar dura demais, acrescente leite aos poucos.
Aqueça bastante óleo em uma panela funda. O ponto certo é quando uma pequena porção de massa sobe rapidamente e chia. Com duas colheres, pingue porções pequenas e frite pouco de cada vez, virando para dourar por igual. Escorra em papel-toalha e passe ainda quentes em uma mistura de açúcar e canela. Para variar, coloque um pedacinho de banana no centro de cada bolinho. Devem ser comidos na hora, com o vapor ainda subindo, enquanto a chuva bate no telhado.
Frango caipira com quiabo
Este prato pede tempo e uma panela de ferro, se houver. Tempere um frango caipira cortado em pedaços com sal, alho, limão e um pouco de colorau, e deixe descansar por uma hora. Em fogo alto, doure os pedaços na gordura, sem mexer demais para criar uma crosta bonita. Reserve o frango e, na mesma panela, refogue cebola, alho e tomate picado, raspando o fundo para soltar o que grudou.
Devolva o frango, junte uma xícara de água quente e deixe cozinhar tampado em fogo baixo por uns quarenta minutos, até a carne ficar macia e o molho encorpar. Enquanto isso, corte trezentos gramas de quiabo em rodelas e refogue à parte em pouco óleo, mexendo o mínimo possível, o que evita a baba. Junte o quiabo ao frango nos últimos dez minutos e não mexa com colher, apenas balance a panela. Finalize com cebolinha e sirva com angu de fubá bem quente, que absorve o molho de um jeito insuperável.
Arroz-doce cremoso
O arroz-doce da vovó não tem pressa. Lave uma xícara de arroz branco e cozinhe em duas xícaras de água com um pedaço de canela em pau e três cravos, até a água quase secar. Acrescente quatro xícaras de leite e mexa de vez em quando em fogo baixo. Quando o arroz estiver macio, adicione meia lata de leite condensado e uma xícara de açúcar, ajustando ao gosto. Cozinhe mais uns quinze minutos, mexendo sempre para não grudar no fundo.
O ponto certo é quando a colher deixa um rastro que se fecha devagar. Ele engrossa ao esfriar, então desligue um pouco antes de parecer pronto. Se quiser, misture uma gema batida com um pouco do arroz quente e devolva à panela, mexendo rápido, para ganhar uma cor dourada e uma textura ainda mais sedosa. Distribua em taças ou em um prato grande, polvilhe canela em pó generosamente e leve à geladeira. Também é gostoso morno, logo depois de pronto, quando o cheiro de cravo ainda domina a cozinha.
Pão caseiro de batata
Este pão fica macio por dias graças à batata. Cozinhe duas batatas médias, amasse ainda quentes e reserve uma xícara do purê, junto com meia xícara da água do cozimento, morna. Dissolva dez gramas de fermento biológico seco e uma colher de açúcar na água morna e espere espumar por dez minutos. Em uma tigela grande, misture quatro xícaras de farinha de trigo, uma colher de chá de sal, o purê, o fermento ativado e três colheres de sopa de manteiga amolecida.
Sove por uns dez minutos, até a massa ficar lisa, elástica e desgrudar das mãos. Se colar demais, polvilhe farinha aos poucos. Cubra com um pano e deixe crescer por cerca de uma hora, até dobrar de volume. Modele em dois pães, coloque em formas untadas e deixe descansar mais trinta minutos. Pincele com ovo batido para dar brilho e asse a 200 graus por trinta a quarenta minutos, até dourar e soar oco ao bater por baixo. Deixe esfriar sobre uma grade antes de cortar, se conseguir esperar. Com manteiga derretendo na fatia ainda morna, dispensa qualquer acompanhamento.


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